Open Vieiros

Vieiros

No lombo do Atlantico. Baixa o pdf con todos os relatos
Vieiros de meu Perfil


Língua, toponímia e soberania

09:30 18/08/2007

É um tema recorrente na presença institucional espanhola no nosso país durante o último século e meio: monarquias, repúblicas, democracias, ditaduras e ditabrandas tenhem coincidido na espanholizaçom dos nossos nomes de lugar. E, no entanto, apesar do que podam imaginar os organismos em causa, com essa atitude só continuam a evidenciar a existência de umha naçom chamada Galiza, pois, se já fôssemos considerados espanhóis “homologados”, que falta haviam de ter de nos desfigurar a identidade?

Nestes últimos dias, trascendeu a utilizaçom sistemática pola Guarda Civil da nossa toponímia barbarizada no seu web: "Puertomarín", "Puentenuevo", "Vivero", "Seoane del Caurel"... como com Franco.

Também o Ministério espanhol do Fomento continua a utilizar, como com Franco, formas toponímicas do tipo de "Otero del Rey" ou "Piedrafita del Cebrero", perante a desesperaçom, a bem da verdade, dos deputados do BNG em Madrid, que umha vez e outra vez venhem reclamando, há anos, respeito para os topónimos galegos.

A conclusom parece clara: por mais que em Madrid queiram vender-nos a sua "compreensom" e mesmo falem da "vontade integradora" dessa "rica diversidade" na "Espanha plural" que guia o actual regime constitucional, som incapazes de ocultar a verdadeira natureza do seu projecto nacional. Ao mesmo tempo, por mais que o BNG lhes reclame respeito para o nosso "facto diferencial", as instituiçons espanholas voltam logo a actuar consoante o seu instinto mais primário: a nossa definitiva assimilaçom é hoje, como sempre, o seu objectivo.

Seria bom que compreendêssemos essa elementar verdade na hora de marcarmos as nossas aspiraçons colectivas, como povo, em relaçom a Espanha. Por exemplo, se assumíssemos que nunca vamos obter reconhecimento para os nossos direitos nacionais num quadro estatal cujo único sentido é a negaçom desses direitos, deixaríamos de perder o tempo e as energias reclamando a galeguizaçom da Direcçom Geral da Guarda Civil, ou entom situaríamos determinadas reivindicaçons tácticas no contexto da única aposta estratégica possível para viabilizar o nosso projecto nacional: a aposta independentista.

Afirmando, da mesma forma, a territorialidade como base da luita polos nossos direitos lingüísticos, exigiremos que aqui sim, na Galiza, qualquer instituiçom, nacional ou estrangeira, respeite e utilize o nosso idioma de maneira preferente, se nom exclusiva, e até poderemos praticar, com toda a legitimidade, formas de insubmissom colectiva tendentes a garantir avanços nesse caminho.

Deixando de situar, em definitivo, as nossas aspiraçons políticas em Madrid, onde nunca umha força galega passará de representar umha pequena minoria frente à esmagadora aritmética parlamentar espanhola, relativizaremos a maneira como nos chamem, dedicando de preferência os nossos preciosos esforços colectivos ao exercício efectivo da nacionalidade galega nos campos de actuaçom social em que cada galega ou galego consciente hoje tem presença.

4,04/5 (24 votos)


Comentarios (67)

Maeloc-do-Rouco #1 18/Agosto/2007 Maeloc-do-Rouco
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Obrigado e Noraboa Mauricio! Com tudas a s boas intenzons a realidade e que o paternalismo e compreensom espanhola so agocha o objectivo da desaparizom dos nossos sinais de identidade. O caso e que nos nom partilhemos do nosso proprio suicidio, que essa nom e simplesmente outra: Essa e umha das consequencias que derivam de qualquer processo colonizador: A diglosia, o auto-odio e a auto-indignidade...Apertas

Sara_Mago #2 18/Agosto/2007 Sara_Mago
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

magnifico artigo. parabens

ecoe #3 18/Agosto/2007 ecoe
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Coido que tan só somos unha propiedade, como pode selo un pazo para a Duquesa de Alba. Suscribo

manual #4 18/Agosto/2007 manual
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

É que a sociedade galega se ve tan transformada grazas ao traballo de NÓS-UP... Ese si que é camiño!

Gaviotero #5 18/Agosto/2007 Gaviotero
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Creo que podrías empezar hablando tú gallego de ese que llaman normalizado y que al final no habla nadie, antes de venir exigiéndonos normalización a los demás.

Por otro lado, si Ancho Quintana o tú usáis el topónimo no oficial de "Galiza", ¿por qué no habríamos de utilizar los demás topónimos como Sangenjo, La Coruña u Orense?

Creo que este artículo es propio de una persona que considera el gallego una herramienta política y no de comunicación. Con defensores así del gallego no me extraña que le vaya como le va...

O_Castrexo #6 18/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Sangenjo Hahahaha.

San Ginés Gaviotero San Ginés! Por non falar non sabes nin falar o castelán. Se traduces traduce ben polo menos!
Non sei onde vas ir parar con este castrapo que falas... bué co castelán non é que se vaia a moitos sitios (podes ir a América latina buscar un bo traballo, un porvir e tal...)

Non alimentedes á gaivota!
Don't feed the seagull!

Non fago comentarios con respecto ao artigo porque xa excuso de ler calquer cousa que estea escrito no código híbrido.

moledo #7 18/Agosto/2007 moledo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Parabéns ao autor pelo seu artigo. Castrexo, em outro post teu li que tinhas vinte e três anos --eu tenho o duplo :) embora per se isso nada signifique--. Em quê sentido isto é relevante? Pois em que NUNCA existiu rechaço do galeguismo à norma internacional do galego até que a "Escola Filolóxica de Santiago" e as suas redondezas começaram a influir e espalhar discurso neste pais à contracorrente do toda a história filológica e política. Quero dizer, um rechaço como tu tens não existia há vinte, quinze anos...de facto o que havia era o intuito de levar ao galego para o seu campo linguístico; a grafia espanhola era só uma questão táctica, e como tal era assumida por toda a gente. Saudações.

manual #8 18/Agosto/2007 manual
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Agardo que se entendese a ironía do meu comentario anterior. Artigos como este son puro testemuñalismo.

Gaviotero #9 18/Agosto/2007 Gaviotero
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Una muestra más de ignorancia por tu parte, O_Castrexo...El exónimo de "Sanxenxo" es Sangenjo. ¿Y qué es un exónimo?, dirás...Pues la adaptación gráfica y fonética de un topónimo en una lengua distinta de la original.

En todo caso, en castellano el topónimo oficial para dicho lugar es Sangenjo, tal y como se recoge en la Ortografía de la lengua española. Madrid: Espasa, 1999. ISBN 84-239-9250-0; "Apéndice 3", páginas 133-155.

Obviamente, para los que no sabéis más que vuestra seudolenguas portuguesoides, ignoráis estas y tantas cosas y de ahí que despreciéis la riqueza del castellano y aún incluso de idiomas tan bellos como el gallego.

Lo que sería una burrada sería hacer una traducción literal de "Sanxenxo" por San Ginés.

Y lo que sería igualmente una burrada por mi parte es llamarlo Sanxenxo cuando me expreso en español y por lo tanto según sus reglas.

PD: Decir que con el español no se va a muchos sitios es una majadería de tal calibre que sólo se explica por la ceguera nacionalista de un tipo que defiende una lengua que podría considerarse absolutamente residual y anecdótica, lingüísticamente hablando, en comparación con el castellano...

cdrc #10 18/Agosto/2007 cdrc
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Saúdos a tod@s, e parabéns Maurício polo artigo.

Gosto muito do comentário #7 de moledo, é verdade que existe um rechaço por vezes até agressivo contra o uso dumha normativa ortográfica diferente da RAG/ILG para o galego, até uns anos certamente inédito.

Com todo, entendo até certo ponto que pessoas como O_Castrexo e outros membros de Vieiros defendam (até incluso com veemência!) a normativa actual, porque, já o dixem lá atrás, goste ou nom nos goste as que empregamos a normativa AGAL, é a normativa oficial na Galiza e maioritária para os que escrevem em galego. E até que os passos que se estám a dar desde o reintegracionismo comecem a reflexar-se socialmente num uso maior da normativa AGAL ou do padrão português (e si... brasileiro também), pois bom, penso que devemos conviver, discutindo, informando-nos e ajudando-nos se é precisso.

Desculpade a chapa, pero permitide-me engadir que, ainda que nom sou filólogo, digo que passei de considerar a normativa RAG-ILG como "minha" (a usava e a defendia de jeito cotiám), a, após de ler sobre o reitegracionismo (e o Estudo Crítico da AGAL), empregar a normativa AGAL normalmente, ainda que é verdade que tampouco nom se me caim os aneis por usar a oficial.

Bom, umha aperta a tod@s e a desfrutar destes dias com moderaçom e sentidinho.

Brais #11 19/Agosto/2007 Brais
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Os que din que os que defendemos a norma ILG-RAG estamos españolizados non teñen nun puta idea. A moitos, é certo que non a todos, dos que defende a fusión portughesa se lles fan unha proba de fonética máis dun pensarían que son de Jerez de la Frontera. Mais acordo histórico e menos papana-snobismo

O_Castrexo #12 19/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Si teño 23 anos si. Fun educado en galego RAG e estudei moitas outras materias en galego RAG tamén durante toda a miña vida.

Como podes comprovar agora não escrevo em galego RAG para que vejas por ti mesmo que não existe rechaço nenhum cara nada. Do mesmo jeito que fui educado em galego RAG posso perfeitamente interessar-me pela língua do vizinho sem misturar tudo.

A grafia do galego não se escolheu da noite à amanhã pela graça e vontade de quatro ou cinco figuras da transição espanhola (já comprovasteis que não há rechaço?)

A Real Academia Galega limítase a seguir criterios lóxicos e coherentes para a estandarización da lingua. Ningunha Academia do mundo ten nas súas mans a verdade absoluta pero polo menos a RAG sigue criterios lingüísticos para a estandarización ortográfica e morfolóxica.
Como dixen aí arriba en portugués, a grafía do galego non se escolleu da noite á mañá. A RAG limítase a respectar a tradición literaria galega dende a Idade Media ata os nosos días. E xa sabedes que no medievo non todo o mundo escribía igual e as grafías provenzais so resistiron o paso do tempo en Portugal por real decreto de Afonso III.

Non se pode alterar a ortografía dun idioma e sobre todo a súa morfoloxía alegremente e mudar sufixos, grupos vocálicos, consoántios, etc a lo loco por intereses políticas. A lingüística e a filoloxía non son política. Así que a Deus o que é de Deus e ao César o que é do César. A min o PGL ata o de agora só me deu motivos políticos e os seus criterios lingüísticos non se asentan en bases sólidas.

Xa non escribo máis porque os post longos son incómodos.
E non estou a escribir con vehemencia. Hahaha.

Gaviotero #13 19/Agosto/2007 Gaviotero
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Algunos ya tenemos superado desde hace siglos qué idioma hablar...no tenemos que andar ahora inventándolo.

Wagneriano #14 19/Agosto/2007 Wagneriano
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

"El problema de Cataluña se soluciona enviando para allí a la mierda del resto de España" (Miguel Primo de Rivera)
Que podemos fazer nós com estas merdas de gaivota? Se nem os vermes as comerám...os vermes, lembremos, nom sm caníbais.

O_Castrexo #15 19/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Don't feed seagulls. You'll make them shit.

cdrc #16 19/Agosto/2007 cdrc
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Saúdos de novo!

Para O_Castrexo (olá!), lim com atençom o teu comentário penúltimo (#12), e vejo que o teu razonamento é lógico pero nom sei até que ponto válido, explico-me: quando dis "A Real Academia Galega limítase a seguir criterios lóxicos e coherentes para a estandarización da lingua. [...] polo menos a RAG sigue criterios lingüísticos para a estandarización ortográfica e morfolóxica", tenho que che comentar que nom é exactamente assi, já que ditos critérios ligüísticos som incoerentes quando nom erróneos.

Nom sou quem de che pedir nada, pero podes ler o Estudo Crítico (AGAL. 1989. Estudo crítico das normas ortográficas e morfológicas do idioma galego. Associaçom Galega da Língua), igual nom che convence, pero vem a analisar os argumentos dados lá polo ano 1982 pola RAG e o ILG para estabelecer a normativa hoje em dia oficial na Galiza. Insisto que nom é por "evangelizar" a ninguém, pero ao menos mira que essas normas um as pode criticar quase por qualquer flanco atendendo aos argumentos da AGAL.

E bom polo demais, dar-che parte (só parte) da razom quando dis "Non se pode alterar a ortografía dun idioma e sobre todo a súa morfoloxía alegremente e mudar sufixos, grupos vocálicos, consoántios, etc a lo loco por intereses políticas", penso que umha normativa deve ser coerente com o que se fala, mas, se tomamos isso ao pé-da-letra, em galego deveria-se dizer "Dios", "pueblo" e "presencia", umha vez que som as formas maioritárias na fala, penso que me entendes. Sei de gente que, o que valora negativamente do reintegracionismo, é que se empreguem soluçons como o sufixo "-çom" (mais extendido na fala popular que o sí normativo "Deus", por exemplo, ao menos na zona de Compostela) ou -eia (aldeia), pero di que, simplesmente polo que se refire à ortografia, que está claro, que a mais correcta (ainda com erros e todo o que ti queiras) é a proposta pola AGAL. Home, pensa que em Portugal reconheceu-se a normativa AGAL como válida para a escrita do sistema galego-português...

Isso, que desculpa o enleo este. Umha aperta e a seguir trabalhando polo galego.

galeguzo #17 19/Agosto/2007 galeguzo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Para O_Castrexo de parte de um castrejo:
"A Real Academia Galega limítase a seguir criterios lóxicos e coherentes para a estandarización da lingua. Ningunha Academia do mundo ten nas súas mans a verdade absoluta pero polo menos a RAG sigue criterios lingüísticos para a estandarización ortográfica e morfolóxica.
Como dixen aí arriba en portugués, a grafía do galego non se escolleu da noite á mañá. A RAG limítase a respectar a tradición literaria galega dende a Idade Media ata os nosos días".

Falso, falso, falso.

A tradição literária galega da RAG tem menos de 100 anos e parte do código castelhano-espanhol.

A tradição literária galega desde a Idade Média utiliza "g", "j" ou "ç", entre outros signos ortográficos. E, por outra parte, o uso de Ñ (que se regista desde a Alta Idade Média) é, como não, por influência castelhano-espanhola.

A RAG, que recolhe essa "tradição literária galega" chamava-se até praticamente ontem "Real Academia GaLLega", e não porque a obrigassem a chamar-se em castelhano, mas porque considerava as palavras "galego" e "galega" como LUSISMOS!

Quem recolhe, porém, "a tradição literária galega desde a Idade Média" é, hoje em dia, o reintegracionismo, já que no canto de olhar-se no galego-espanhol olha no galego-português.

O_Castrexo #18 19/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Cdrc.

Cada vez que entro neste foro sempre acabo falando do mesmo. Grazas pola interese do meu comentario. Xa coñezo o texto que me recomendas. Xa o lin. Non me convence. Escollen trazos morfolóxicos e ortográficos sen xustificalos (tradición literaria? forma maioritaria?). Non hai base sólida para as escollas. En base a que o fan?
Eu che recomendo que leas ti este e mudes a túa opinión para co galego. Telo na páxina da RAG para descargar:

http://www.realacademiagalega....

"Dios" e "pueblo" son castelanismos. Son barbarismos do castelán no noso idioma.

"-çom" Este sufixo non está extendido en territorio galego amigo. Só existe de forma residual no norte de Portugal. E só se dá nunha determinada franxa etaria. Non o emprega a xuventude. En territorio galego só se emprega para palabras patrimoniais (ligazón, beizón, traizón, razón, corazón, etc) pero os cultismos deben levar o grupo vocálico latino -io- como no resto de romances.

Por que a ortografía AGAL é a máis correcta? Non respecta a tradición literaria galega. Só respecta o que "se parece ao portugués".

E con respecto a "aldeia". Tampouco é maioritario. Eu son de Santiago e xamais escoitei iso na miña vida. "Ceio" se cadra o escoitei (pero non crecisamente en Santiago). Ese triptongo só é residual. O estándar debe abranguer a meirande parte dos dialectos e non só formas residuais.

Eu penso iso e por iso concordo coa RAG.

PD/ Agora vén a Gaivota e fode a harmonía da conversa... XD

O_Castrexo #19 19/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

A tradición literaria galega non só abrangue a Idade Media eh. O galego comeza a escribirse no século XII e dura ata hoxendía (neste momento estase a publicar en galego...) A Idade Media remata no século XIV. Que pasou logo cos séculos restantes? Non contan?

O "ñ" non é castellano-español. O idioma galego é dous séculos anterior ao castelán en tradición literaria. O "ñ" é a versión abreviada de "nn". Solución que algúns escritores adoptaron para a representación gráfica do son nasal palatal inexistente en latín. Esta forma convivía con outras ("nj", "ni" e a importada occitana "nh") "nn" e "ll" foron as que quedaron.

O_Castrexo #20 19/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Perdón oh. A Idade Media acaba no século XV (co descubrimento de América ou a invención da imprenta???) Non estou seguro! Hahaha.

cdrc #21 19/Agosto/2007 cdrc
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Gracinhas O_Castrexo.

Já as conheço (pero agradeço a versom em PDF), e tivem oportunidade de revisá-las, ainda que desde o ponto de vista dum nom-filógogo.

Desde logo, algo falha se começas a lê-las, quando se di:
- A grafía B e V: "O b e o v representan un son único", e logo comentam sobre estas grafias "[...] restituíndose unha grafía etimolóxica".
- A grafía X: "[...] o galego eliminou o son sonoro desde fins da Idade Media, polo que se fixo innecesaria a dobre grafía, pois a pronuncia é sempre [S]."

Quem di o que necessário e innecessário? O etimológico prima ou é prescindível?

Outra cousa: sobre o português estándar (padrão) também se trabalhou sobre esta origem das grafias, e, ainda que aqui nom tenho as referências, chegárom-se a conclusson similares à AGAL. E estamos a falar das mesmas palavras: porque se escreve com lh, nh, o m de final de palavra, ç/z ou o uso de g, j e x.

Vamos, que com as normas do RAG-ILG na mao, somos mais eruditos que os de além do Minho? Quem tem a razom?

Em fim, já imagino que andarás até a coronilha deste tema, e vejo que tés mui fondas as tuas raízes na normativa RAL-IGL. Desde logo, os frutos que poidas dar (e sigo com a metáfora) a mim interessam-me, vam alimentar a minha inquedança. E isso, contruibui a que o galego nom desapareza como língua.

O_Castrexo #22 19/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Ando ata a coronilla si cdrc ando. Andamos todos penso. Cada vez que entro en Vieiros sempre acabo falando do mesmo e sempre dou os mesmos argumentos :) Isto é "la pescadilla que se muerde la cola". Non chegamos a ningures.

Con respecto ao tema do artigo (aínda lin agora) Estou completamente de acordo. Independencia e punto. Poderiamos mesmo falar sobre a teima absurda de que España nos recoñeza coma nación ou non. Lembro, cando fora do Estatut, que Zapatero tiña máis de 8 recursos lingüísticos para non recoñecer Cataluña coma nación. É tan absurdo. Pero este é outro conto.

Sara_Mago #23 19/Agosto/2007 Sara_Mago
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

"Non fago comentarios con respecto ao artigo porque xa excuso de ler calquer cousa que estea escrito no código híbrido."

Discutes porque queres. Porque estas obsesionado e nom te controlas ;-) Parece-me dumha irracionalidade quase impudica escrever um comentario num artigo para dizer que nom te dignaches a le-lo por motivos absolutamente absurdos.

Lito #24 20/Agosto/2007 Lito
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Comparto con #6 a súa renuncia a comentar textos en portugués. Son moito máis interesantes ao meu entender os comentarios. É custoso para min como só galego falante ter que andar a traducir mentalmente o texto publicado, así como algunha das aportacións lusistas dos usuarios.

Concordo plenamente co que O_Castrexo expón.

OBSERVADOR #25 20/Agosto/2007 OBSERVADOR
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Lito, mudar um "traduzir" por (mentalmente, na tua cabeça hispana, um "traduCir", não é traduzir mas ADAPTAR.

Adapta-te um pouco, que és um inadaptado, caramba... :-)

O_Castrexo #26 20/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

"Traducir" do latín "traducere" (etimoloxía con "C") Non respectades tanto a etimoloxía? Como é que se escribe en portugués con "z"?

"Traducir" en galego está perfecto (e non "perfeito". "Perfecto" é un cultismo que debe levar o grupo "ct" orixinal)

Xa me facedes (do latín "facere" con "C" etimolóxica) discutir outra vez..

Maeloc-do-Rouco #27 20/Agosto/2007 Maeloc-do-Rouco
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Seaguller can't speak anything other Castillian...he can't even speak proper Spanish, just the Castillian dialect so I can't see for him anywhere to go...It such his ignorance that even pretends to give lessons to anybody who happens to disagree with him (a classic totalitarian vision)and arrogance, insult are literally rife whatever he says..we should tell him, for his information, with calmness, that the more languages you know the more likely you are to learn more...hence why the Spanish are so crap at speaking other languages amnd why, within the Inrian Peninsula are Portuguese, Catalans and Basques the ones who fare better at speaking notably English...Maybe you are too busy insulting everyone in your little castilian-spanish world. Read please and RESPECT all those who don't hold the same views as you (difficult for the spanish-castillian historical arrogance and narrow-mindedness)...Don't be violent, at least STOP USING VERBAL VIOLENCE!!and assume that, regardless the secular imperialistic impositions ("tame and castration" you must know), GALICIAN IS THE NATURAL LANGUAGE OF GALICIA, the same as Hungarian in Hungary, Welsh in Wales and Danish in Dennmark. And for your information too: Language is Politics, of course it is, and so it's binge drinking and football, and environment, and health services, and economy, and education, etc...Com'on mate, are u taking us for a ride??!!! Obrigado e Umha Aperta a Tud@s..e Moita Paz!!

O_Castrexo #28 20/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Hahaha!!! DEMOLEDOR Maeloc-do-Rouco!

Devastating comment Maeloc! Congratulations! I agree with you about everything you said in you comment.

Gaviotero... fuck off! You sucks!

galeguzo #29 20/Agosto/2007 galeguzo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

O_Castrexo (que, por certo, tens a mesma idade que eu), residuais também são as formas "licença" ('licenza'), "serviço" ('servizo') ou "terça" ('terza'), consideradasl 'lusismos' polo ILG e a RAG até há pouco, concretamente até 2003, e passaram de lusismos a 'galego correcto' da noite ao dia. É isso coerência?

Por certo, que o que há em "aldeia" ou "correio" não são tritongos, porque um tritongo sempre é vogal débil+forte+débil, e não forte+débil+forte. Tritongo temo-lo em 'fiou' (vbo. 'fiar') ou 'ensaiei' (ensa-iei, vbo. 'ensaiar').

Estou de acordo no das formas maioritárias. Explica-me logo porque a RAG rejeita o uso de "muito", forma coincidente com o português e maioritária na Galiza (e fora dela). Igualmente, porque a normativa oficial aceita formas que são consideradas vulgarismos em Portugal e noutros romanços (*tamén, *dende, *adicar, *espertar...). Seguindo com vulgarismos, outro tanto acontece com as contracções (com+o='co', com+a='ca', etc.), que existem tanto em galego oral quando no PT oral, mas não se devem escrever (igual que não se escreve para+o='pró'). Coerência?

Por outra parte, e mais provas da 'coerência' da RAG, essa instituição (não integrada por filólogos, por certo) recentemente (2003, mais uma vez) admitiu formas como "reitor" (nunca viva no galego da Galiza), mas rejeitou outras que ainda estão vivas e são coincidentes com o português, como "aceitar" ou "conceito".

Poderia seguir falando da SUBORDINAÇÃO do galego oficial ao espanhol, já não mencionando o infame Ñ, mas algo muito mais simples: o galego (espanholizado) é a única língua românica que não diferencia graficamente vogais abertas e fechadas. A única que não o faz é o espanhol porque não tem essa diferença. E as outras que as têm e não o marcam são... o asturiano e o aragonês. Sintomático, verdade?

galeguzo #30 20/Agosto/2007 galeguzo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

O_Castrexo, que tanto teimas com isso da etimologia... Nós também sabemos latim: gentem > gente, jam > já, logicam > lógica, sepia > xíbia, capsam > caixa. Ou é que a etimologia serve para uns casos e não para outros? Em português, 'traduzir', 'fazer' ou 'dizer' levam 'z' por critérios fonéticos, quer dizer, porque ao evoluirem deste o latim, essas palavras adquiriram pronúncia sonora. O mesmo acontece nas zonas da Galiza nas que existe ainda hoje oposição surdas/sonoras. O resto dos galegos, que as pronunciamos igual, deveríamos acomodar-nos a essas grafias e não inventar outras, já que induzimos à confusão nos falantes que as pronunciam correctamente. O mesmo fizeram já os catalães, onde muitos não diferenciam o -j- intervocálico do -i- ou o -tx-, mas grafam-no diferente por respeito (e coerência) com os falantes que sim os diferenciam.

O mesmo acontece com os 'e' e 'o' átonos, que geralmente soam como 'a' e 'u', e os -r perdem-se, mas ao haver falantes que os diferenciam (= que não os neutralizam ou harmonizam) grafam-nos diferente e não põem 'casas' por 'cases' ou 'sardá' por 'cerdà' ou 'butigué' por 'botiguer'.

galeguzo #31 20/Agosto/2007 galeguzo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Por último, deveríamos mirar menos o umbido. Disque desde mais arriba as cousas vem-se com maior perspectiva. Noutras palavras, observando a Galiza desde um plano mais amplo que não se restrinja à Com. Aut. da Galiza, e analisando as suas interrelações com o sistema galego-espanhol e não esquecendo o enquadramento ibérico, acho que poderíamos tirar outras conclusões.

O_Castrexo #32 20/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Ufff. Moito escribiches amigo galeguzo. A ver como artello eu todo isto. Vou por puntos.

1º. Por que esas palabras eran consideradas lusismos? Non eran consideradas lusismos. Quen che dixo iso? O sufixo galego é -zo/-za (prezo, xustiza). O que se fixo no 2003 foi unha revisión do estándar e unha aceptación de certas solucións que se consideran históricas e literarias (e non ningún tipo de aproximación ao portugués que vos atribuídes. Iso é ridículo). Non é que "espazo" primeiro fose considerado lusismo, é que "espacio" agora é considerado barbarismo do castelán.

2º Os triptongos. Pode ser que non sexa triptongo. Eu estudo filoloxía inglesa. En inglés SI se consideran triptongos. O inglés ten 5 triptongos e sempre hai unha vogal feble como vogal central. Mmm... chamémoslle grupo vocálico entón. É residual en Galicia.

3º Con respecto aos "vulgarismos"... iso non é un argumento. Eu penso que habería mesmo que reconsiderar o concepto de "vulgarismo". Todos os romances son vulgarizacións do latín. As linguas evolúen por vulgarización, distorsión, etc.

... nação (natio) subordinação (subordinatio), etc en portugués tamén poderían ser consideradas vulgarismos. Non empregan o sufixo culto. Son vulgarismos. O culto é dicir "nación" e "subordinación" co grupo vocálico latino -io- (xa non sei se chamarlle diptongo, triptongo ou que...)

... se queres falar culto aprende latín.

4º Con respecto ao das contraccións. Non é coherencia. É tradición literaria. Non sempre é moi coherente. Éo en portugués? Escribir "fazer" e "traduzir" con "z" cando a etimoloxía latina rixe un "C" coma un camión (facere, traducere) é coherente? etimolóxico? Ou son máis vulgarismos e distorsións do portugués?

5º O "ñ" non é unha grafía española. Vén do dígrafo galego medieval "nn" como unha das solucións (unha das moitas) que se buscaron para a representación do son nasal palatal. Foi a que permaneceu en Galicia e a que ten maior tradición literaria (e non a occitana "nh" capricho de Afonso III de Portugal). Ademais lembra que o galego é dous séculos anterior ao castelán en produción lieraria. A grafía non se considera allea.

6º Si que se marca. Para iso está o til diacrítico: pola/póla, fora/fóra, bola/bóla, etc.
Un sistema de acentuación o que ten que facer é marcar a sílaba tónica e facer esas diferenzas vocálicas cando sexan oportunas (en Noia din "estrela" con vocal pechada e en Ribeira din "estrela" con vocal aberta. Que facemos? É homoxéneo en todo o territorio?) Ademais o portugués ten 12 vogais. Nós sete. Non precisamos o seu sistema de acentuación.

Contestei a todo? Haha

O_Castrexo #33 20/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Con respecto aos teus comentarios #30 e #30

Eu non teimo coa etimoloXXXía. Sodes vós o que vos metedes co noso sistema ortográfico tradicional e literario. O portugués non é etimolóXXXico. Dis que se escribe "fazer" por razóns fonéticas apesar de que non sexa etimolóxico? Por que entón criticades que "xente", "xunto" e "caixa" se escriban coa mesma grafía? Tamén é por motivos fonéticos! Nós non temos a necesidade de facer esa distinción gráfica coma os portugueses porque nós non diferenciamos entre a fricativa post-palatal xorda e a sonora (NON EXISTE senón de forma residual no noso territorio. Onde existe? En Verín existe? E á marxe de Verín? Onde máis? Na Costa da Morte e nas Rías Baixas nin sequera distinguen unha fricativa post-palatal xorda dunha fricativa palatal xorda, é dicir, eles pronuncian "sunto", "sente" e "abaiso". É innecesaria a distinción gráfica. Só sería lóxico se tivese tradición literaria como é o caso do b/v)

Criticades todo no que VÓS sodes incoherentes! Os vosos argumentos están cheos de contradicións.

O_Castrexo #34 20/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

E soster que un falante pronuncia "correctamente" e outro non pronuncia "correctamente" é un PREXUÍZO coma unha catedral. Non existen xerarquías entre dialectos.

galeguzo #35 20/Agosto/2007 galeguzo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Perdoa, O_Castrexo, mas o acento (que não til) diacrítico não é marca necessariamente de diferentes pronúncias nas vogais médias. Reitero que o galego oficialista não realiza esta diferença, e escreve igual "portugués" (português, 'e' fechado) que "revés" ('e' aberto).

Por tradição, até o século XIX quem intentavam escrever em galego faziam essa distinção gráfica, bem marcando a vogal fechada com um circunflexo (como o português actual) ou diferenciando a aberta com um acento agudo (como o catalão, caso de 'pòrta'). Será que algumas tradições literárias servem e outras não.

O próprio Filgueira Valverde (artífice da normativa actual) defendia uma ortografia o mais espanholizada possível "porque es lo que aprenden los niños en la escuela".

E sim, "espazo", "terza", etc., eram considerados LUSISMOS, e assim o argumentaram ILG e RAG desde 1982 para rejeitá-los da normativa.

Mais culto e acorde com o latim são espácio, tércia ou prêcio, como também pácio (paço), gácio (gaço), angácio (angaço) ou ádrio (adro).

As terminações -çom (-zón na ortografia espanhola) registam-se no galego oral até o século XIX como mínimo, o qual demonstra que -ción é espanholismo MUI recente. Outro tanto com PREÇO, ESPAÇO, etc., já que os autores do XIX duvidavam decote dentre estas formas e as coincidentes com o espanhol. Por algo seria.

galeguzo #36 20/Agosto/2007 galeguzo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

O das pronúncias correctas observo-o desde o ponto de vista da norma. Com efeito, não há pronúncias melhores ou piores 'per se', mas segundo um referente.

OBSERVADOR #37 20/Agosto/2007 OBSERVADOR
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

TRADUZIR, nessa forma, é reconhecido pela lusofonia toda.

TRADUCIR, nessoutra forma, é reconhecido pela hispanofonia toda.

O Castrexo e mais o Lito (que estará de acordo com o primeiro) preferem a hispanofonia à lusofonia. Eles saberão por que.

Sara_Mago #38 20/Agosto/2007 Sara_Mago
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

a longa noite de pedra fez estragos... e curioso que muitos que se dizem galeguistas compartam a mesma xenofobia (e nom apenas linguista) dos espanhois... nom sera que lha inculcarom os espanhois?

galeguzo #39 20/Agosto/2007 galeguzo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Acho que O_Castrexo nem tão sequer se molesta em ler as nossas argumentações. Sobre o de TRADUZIR/TRADUCIR limito-me ao que assinalei no comentário #30. Se o senhor quer um 'galeguiÑo' no canto de um galego, e se prefere o galego-espanhol ao galego-português, é problema seu.

Parece mentira que um estudante de Filologia trate o tema com tantos preconceitos. Que tipo de Filologia vos ensinam hoje?

ecoe #40 20/Agosto/2007 ecoe
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Ninguén nas Rías Baixas pronuncia [sunto] por "XUNTO/JUNTO" (segundo as grafías), salvo neofalantes. N*s paisan*s nengún!!

jujolor #41 20/Agosto/2007 jujolor
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

grazas polo artigo

ecoe #42 20/Agosto/2007 ecoe
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Por certo, escribo como se ve e malaprendín, mais leo indsistintamente sin ningunha traducción. Só é práctica. Calqueira pode.

O_Castrexo #43 20/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

En fin. Dígasevos o que se vos diga. Sempre usades os mesmos argumentos políticos e os mesmos criterios incoherentes para a norma da lingua (formas minoritarias, viariantes de séculos pasados, manipulación informativa... TODO O MUNDO pronuncia SUNTO, SENTE e CAISA nas Rías BaiSSSas!!! Non os neofalantes! Vai pegar unha volta por Noia, por Ribeira, por Boiro ou por Outes e ESCOITA, prestade atención)

Bah... Este tema é absurdo. Sempre estamos igual. Levo tres anos entrando en Vieiros e sempre ando coa mesma discusión! A lingua que me vai dar de comer a min é o inglés! E esa é a lingua que me ten que preocupar. Acabouse. Non volverei falar do conto do galego e o portugués. Interésanme outros temas. Xa falaremos doutras cousas noutros artigos. Ciao.

OBSERVADOR #44 21/Agosto/2007 OBSERVADOR
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

filoloXÍa, eis o XaleXo que aprendem estes universitários...

Maeloc-do-Rouco #45 21/Agosto/2007 Maeloc-do-Rouco
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

O debate nom nos devera cansar amigo Castrexo, e digo-o porque o teu debate e o mesmo debate dos que debatem contigo, as vezes esquecemos isso. Ja que logo se ti cansas do debate, havendo outros que tamem achegam a s suas opinions, tamem poderias pensar se el@s cansam ou que a tua opiniom e sobranceira, e moitos deles nom so nom cansam de repetir e desesperarse por nom serem entendidos ou tam sequera bem-recebidos os seus argumentos, senom que levam anos e mais anos loitando nom so na prol de algo que agora esta tam prejuizado (coussa que ha 15-20 anos simplesment nom so nom o estava senom que se entendia como logico)por mor da consolidazom no ensino dumhas normas que alo a ppios dos 80 tudo o mundo entendia como transitorias, agas certas instancias politicas poderosas e conservadoras que temiam o vencelho cultural "de la region gallega con el Estado portugues". Tudo isso alimentou um tabu, que nos ultimos anos deu numha repressom de tudo ponto irracional. Falamos do reintegracionismo ,que eu obviamente nom chamarei lusismo, ja que a lingua galega ou galego-portuguesa -na Idade Meia sempre foi chamada galega- nasceu no espazo geografico do Reino de Galiza, bem longe da Lusitania pre-rromana e romana re-inventada dende o Portugal lisboeta (malia ter a sua capital em Emerita Augusta) esquecendo a verdadeira origem da sua lingua e o da vila galega que deu origem ao seu nome e ao da propria Galiza -PortuCale- hoje Porto e mais Gaia (Vilanova)...
E digo que o debate nom deve cansar a nom ser que um esgote os seus argumentos ou saiba defende-los com coerencia e bos juizos. Mais tam pouco e umha tragedia ceder se um acha que o posicionamento do interlocutor e abondo razoabel. Mesmo poderia asumir postulados que nom entendia (a mim tamem me deu aulas Carme Hermida e outr@s witch-hunters) ou nom, mais dizer que um se cansa e pouco respectuosso cos outros intervintes.
Eu acho que O Castrexo teria razom se a nossa lingua tivesse umha evoluzom normal, sem cataclismos politicos salientabeis que entouparam o seu devir. Foi esse o caso?? NOM...Galiza e um pais primeiro dividido (Sul e Norte Minho)..No Norte-Aquem Minho (antiga Gallaecia Lucense mais ou menos) apos do seculo XV a noss a lingua morre como lingua escrita e literaria e tornasse numha fala, num dialecto restringido aos mais pobres e as camadas populares analfabetas NA SUA PRATICA TOTALIDADE. Foi daquela que o nosso pais extraviou a sua identidade, que nom a perdeu, mais confundiu o seu proprio ser, converteuse num caos sem orde nem jeito e via colonizazom espanholizou o refraneiro, as cantigas populares, ladainhas e pregos e foi germolo de colectiva esquizofrenia nacional, ja que foi a partires desse seculo cando o prejuizo castelhano-espanhol mais se assanhou coa Galiza e cos seus habitantes, generando um estigma socio-patologico e cultural do que ainda nom saimos (sairemos, nom tenho dubida). A outrora lingua galega passou a ser lingua nacional portuguessa (originariamente da parte dul do nosso pais e logo coa expanssom cara terras sarracenas do reino de Badajoz e outros de tuda a faixa occidental iberica, o cal influiria no galego-portugues do mesmo jeito que o fixo no castelhano-andaluz e no catalam-valenciano)....Porem na parte norte do Minho a lingua passou a ser fala e perdeu prestigio e mais ca isso, foi objecto de escranho e bulra aco e mais acola a par que os seus falantes, a esmagadora maioria do povo galego, iletrado e analfabeto, malia a misa em latim e a castelhanizazom da vida administrativo-religiossa e nas vilas e cidades. O estigma perseguiu aos galeg@s -mesmo a@s minhotos- alo onde forom e emigrarom for Madri, Lsboa, B. Aires ou ao Brasil. O galego era fosco e a sua fala era rustica.
Assim chegamos a o seculo XIX, cumha fala dialectal desvencelhada politicamente (independencia de Portugal) da sua origem e de tuda orde filologica elemental. Nestes anos umha minoria culta, mais educada em castelhano pretende registar um modelo escrito pra essa fala dialectalizada e inzada de vulgarismos por razons obvias. Mais cal seria essa base?? Viria a ser a propria fala com tudas as eivas da colonizazom ao lombo, do desprestigio e "sobrevivindo" como um "patois" reminiscente do galego-portugues. Isto, a altura de 1850 acho que esta fora de tuda dubida.
Xaora que durante os chamados "Seculos Escuros" (curiosamente pra Castela-Espanha houvo um "Siglo de Oro" coincidente em moitos anos) desaparecerom as relazons co Portugal lisboeta, que JAMAIS desejou que Galiza despertase e moito menos falando galego ou galego-portugues (chamar-lhe portugues ao galego de Alem Minho nom deixa de ser um tributo a estatalidade da Galiza Sul). O mesmo diriamos do colonizador espanhol-madrilenho que, por outras motivazons deseja exactamente o mesmo. Mais o que a mim nom me oferece dubida ningumha, mesmo como galego residente em Londres, e que, por pura coerencia historica e filo-LOGICA a fala galega deveria recuperar o que e seu, e que a parte Sul de si propria puido manter como lingua oficial do estado criado a partir dela (malia a invenzom da Lusitania como berce epopeico de Portugal etc)...Por suposto que havera matices e diferenzas, sobre tudo estas mais alo do que e Galiza historica entre o Ortegal e o Douro, por mor da influenza lisboeta e dos dialetos mozarabes falados alem Douro, mais tamem as ha entre o castelhano e o espanhol mexicano ou o argentino, ou o andaluz, por nom falarmos do ingles de Escocia, do de Newcastle, do de Cork ou do de Oxford...por nom falarmos do ingles de Arkansas ou o de Nova Celandia,e assim con tudas as linguas, incluindo o chines, o alemam de Hamburgo ou o de Bavaria etc etc. Qualquer pessoa alheia aos seculares prejuizos cementados na Galiza dira que o galego REIAL nom e tal (castrapo), como nom o e o RAG, nem como seria bem certo o AGAL. Simplesmente devemos decidir que futro queremos para a nossa lingua (e pra o nosso pais)e abrirnos ao mundo co que temos e co que nasceu de nos, escrita na forma na que a sua irma gemelga, pertencente ao mesmo tronco linguistico ja ofai e e reconhecida. O contrario e inadmissibel e o derrotismo nom tem local no nosso esquema de trabalho. Nom quereria voltar escoitar ao diglossico camareiro vigues de ingles patetico(isso passa a consequencia do monolinguismo fanatico castelhano como ja lhe comentei ao ultra-Gaviotero)falando ingles cum brasileiro co que eu falava galego e bem que os dous (ele milhor ca mim devo admitir)falavamos ingles tudo um mundo milhor ca o meu compatriota avergonhado de si proprio. "Si hablase gallego le hablaria en gallego, pero me da no se que" dizia o meu pobre. Ou recomedar a um ingles, que nom sabe espanhol polo milhor jeito de aprender galego. Em Londres resulta que a milhor maneira de aprender galego e...apontarse a aulas de (galego)portugues. E sei do que falo. Nom e teoria. E a realidade na que vivimos. As vezes compre sairmos de Galiza pra alviscarmos as posibilidades enormes da nossa lingua. E logo nom foi o Camilo Nogueira quem falou galego no Parlamento Europeu??.....Por que sempre teimamos com favorecer a lingua da metropole? Xaora que ha que debatere discutir de tudo, nom so de filologia e de politica -tudo nesta vida e politica dum jeito ou doutro e isso nom e um problema, tudo o contrario-...E gostaria de dizer-che q ainda es bem novo pra te cansar. A vida da moitas voltas. Sorte e Obrigado polo teu Compromiso

O_Castrexo #46 21/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Boa disertación histórica Maeloc-do-Rouco. Penso que xa todos coñecemos a historia da nosa lingua. É unha historia moi semellante á do inglés por outra parte.

Os ingleses tamén tiveron que sufrir a colonización francesa (normanda) na Idade Media de mans de Guillerme o Conquistador. Viviase a mesma situación de diglosia que temos aquí. A nobreza falaba francés, a igrexa empregaba o latín e o pobo falaba a "vernácula", amalgama de dialectos bárbaros non aptos para a produción literaria.
Pero eles, os filólogos ingleses, teñen unha visión bastante distinta á reintegracionista galega con respecto ao proceso de estandarización dunha lingua. Nunca se lles ocorrería "limpar" o inglés de barbarismos franceses ou latinos.
Creo que xa o comentei noutro sitio, en inglés, tan normativo e correcto é "preguntar" co verbo "to ask" (xermánico) co verbo "to question" (francés) ou "to interrogate" (latín). Como quedaría o inglés actual se lle aplicásemos a depuración reintegracionista??? Quedaría en nada!
Mentres aquí andamos pendentes de que sufixos veñen do español ou cales se parecen máis ao portugués. Esa é a vosa visión no voso pequeno curruncho do mundo. Unha "filoloGia" que non pensa por si mesma, xa a pensa Portugal. Filoloxía chea e rechea de argumentacións políticas (que se fulatino Valverde fixo non sei que, que se isto ven do español, que se o galego ou é galego-portugués ou galego-español) Baseades as vosas argumentacións partindo de premisas previas sen base algunha que vós mesmos inventades (o galego debe ser ou galego-portugués ou galego-español... porque VÓS o digades. Onde está a solidez dese argumento?)
Aceptades un estándar ortográfico que non se adapta ás necesidades dos rexistros galegos:

- cun sistema de acentuación innecesario apto para os doce fonemas vocálicos do portugués e inútil para o galego.
- rexeitades calquer rexistro galego.
- criticades a falta de respecto pola etimoloxía da RAG (que o xustifica por motivos fonéticos e tradición literaria) pero vós aceptades burradas coma "fazer" ou "traduzir" e as xustificades por motivos fonéticos (ONDE?) e tradición literaria (DE QUEN?)
- recurrides ao insulto, a burla e a descalificación: comentarios #38 e #44.
- as vosas argumentacións están cheas de prexuízos lingüísticos (concepto de vulgarismo, xerarquía entre dialectos, códigos válidos e non válidos, etc)
- non seguides o procedemento normal para a estandarización da lingua: respecto pola tradición literaria e estandarización dos trazos morfolóxicos maioritarios. Non. Estandarizades o que existía no século XIX e na última aldea (aldeia) perdida de Galicia.
- xustificades que temos que saír dos camiños de cabras. Para metérmonos onde? No terceiro mundo? Prefiro os camiños de cabras sinceramente.

Non sei... Podería argumentar tantas cousas. Non escribo máis porque o comentario xa se fai moi longo e é incómodo.

galeguzo #47 21/Agosto/2007 galeguzo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

O teu problema, Castrexo, é que prefires converter o galego num Monte Medúlio ortográfico, e já sabes como acabou isso.

"Burrada" não é escrever "fazer" com "Z", mas imitar os modelos espanhóis.

O sistema de acentuação do português adequa-se, é claro, às necessidades do galego. Se não queres o til (~), pois estás no teu direito de não defendê-lo, mas os galego-falantes dos Ancares precisariam-no igual para poder escrever, já que é uma das zonas da Galiza onde pervivem as nasais. E o resto dos galegos precisamos do circunflexo (^) ou algum signo que nos ajude a diferenciar vogais abertas e fechadas na escrita. Os que falam galego com cinco vogais (como muitos da RAG) é claro que não o precisam.

Preconceitos linguísticos são os teus, que absurdamente diferencias galego e português. Tu, filólogo, delimita-me onde é que acaba o galego e começa o português. Ou, se és um filólogo a sério, indica-nos onde está a zona de transição. Porque o que é anti-filológico é usar critérios políticos para demarcar o que só se pode com critérios científicos. É como dizer que do outro lado do rio Eu se fala asturiano só por estar nas Astúrias.

ulo #48 21/Agosto/2007 ulo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

O artigo, aindo situando ben o problema da Galiza, a existencia dun estado, o español, que nega os dereitos democráticos dos pobos, erra cando ten que dar unha solucion.
Se se quere dar unha "solucion" real a un problema -como din o outo, o problema nacional no estado español e a súa existencia como tal-, non se pode esquivar, e refuxiarse no camiño facil.
Dito doutra maneira; defender o dereito a autodeterminacion na Galiza, como en Euzkadi ou Cataluña é "facil", un sector da poboacion a admite dentro da súa perspectiva politica; a cuestion é ganar para isa politica o conxunto da poboacion traballadora explotada e oprimida polo Estado, xa sexa da Galiza, de Madrid ou de Andalucía.
A clase traballadora galega ten o mesmo problema que tén a clase traballadora española, precariedade, baixos salarios -que mil euristas é unha excepción en todos os lugares-, accidentes laborais, etc.
A negacion dos dereitos democráticos o sufren todos, o secuestro da revista El Jueves non aconteceu na Galiza, as detencios de sindicalistas (Candido e Morala) ou as agresion fascistas tamen danse fora da Galiza.
A ista sumase a concreta opresion nacional da Galiza, que ninguen -salvo os gavioteiros- nega.
Pero a cuestión é ben práctica: fronte a un rexime que actúa unido, baixo o aval do agrupamento imperialista que é a Unión Europea, non podemos enfrontar como a "armada Brancaleone", cada quen pola súa banda. Ha que traballar xuntos para derribar a "estaca".
A unidade da clase traballadora non implica anular as especifidades nacionais, o contrario, ten que recollelas, senon non é unidade, é uniformidade.
Pero a unidade da clase traballadora é imprescindible para enfrontar unha clase que si actúa unida, a burguesía, como o demostrou diante da crise financieira dos dias pasados, cando a Reserva Federal, o Banco Central Europeo, o do Xapon, Canada e Australia -todos os estados imperialistas- saíron o resgate dos banqueiros e especuladores.
Por iso, non a resolucion do problema non é o que propon o autor do artigo, "Deixando de situar, em definitivo, as nossas aspiraçons políticas em Madrid".
As nosas aspiracions non estan en Madrid, xeograficamente falando, senon políticamente falando: é dicer, rematar cun estado que ten a súa capital en Madrid, mais que oprime e explota o conxunto, e fai parte do saqueo e a explotacion de outros (America Latina).

O_Castrexo #49 21/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

- O sistema de acentuación portugués non se adecúa ás necesidades do galego. As vogais abertas e pechadas non son homoxéneas en todo o territorio.

- Claro que diferencio galego de portugués! Hahaha. Non haberá diferenza! Eu non digo que non teñamos a mesma orixe filoxenética pero de aí a pasarnos polo forro a tradición literaria e a seguir os teus criterios de normativización...

- Delimítame ti, xa que tanto sabes de filoloxía:
1º onde acaba o galego e onde empeza o asturiano?
2º delimítame onde acaba o asturiano e onde empeza o castelán.
3º onde acaba o castelán e onde empeza o aragonés.
4º onde acaba o aragonés e onde empeza o catalán.
5º onde acaba o catalán e onde empeza o lengadociano.
6º onde acaba o lengadociano e onde comeza o provenzal.

Veña. Pon límites.

O_Castrexo #50 21/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Por último.

1º O galego non imita nada. O galego ten a súa propia tradición literaria.
2º Eu non son filólogo. Estou en camiño de selo pero moito me falta aínda. E con moito gusto.
3º Gustariame facer no futuro un traballo en sociolingüística para estudar as causas que provocan o lusismo, reintegracionismo, enxebrismo, hipergaleguismo e todos estes movementos que vós provocades. O complexo ou o auto-odio por simpatizar con ideoloxías radicais (comunistas ou fascistas... que máis ten. Radicais) que non vos deixan diferenciar entre a defensa do propio e o odio ao veciño. Estaría interesante. Tempo ao tempo...

O_Castrexo #51 21/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

O que si penso é que debería haber un portal a modo do Racó Català (http://www.racocatala.cat) nacionalista na rede para NÓS, galegos, onde puidesemos debater abertamente estas cuestións e moitas outras (aquí andamos a interromper os artigos haha). Sabedes cantos rapaces de 19 anos aprox. ou menos participan a diario no Racó? Eles conseguen así normalizar o catalán entre os adolescentes e simpatizar co independentismo.

Eu boto moito en falta un foro así.

Fer #52 21/Agosto/2007 Fer
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

O_Castrexo (já até o nome...) o único discurso carregado de odio nestes últimos 50 comentários foi o teu e o dos teus adlateres... :S

O_Castrexo #53 21/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Eu, non? Eu fun provocado polo galeguzo e insultado pola Sara esa e o Observador, que esta en todo o tío. O galeguzo ten un xeito moi vehemente de debater.

ulo #54 21/Agosto/2007 ulo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

As discusions sobre o idioma que se estan a dar rozan a metafisica e a relixion.
O artigo sitúa a cuestión do idioma onde ha que situalo, na politica.
A solucion para o galego non esta na normativa, senon na decision politica de romper co estado que impide o desenvolvemento dunha nacion.
é máis, o idioma poder ser un dos elementos definitorios dunha nacion, pero non é o fundamental, se non non se entende que na A Latina haxa moitas nacions castelan falantes, ou o Brasil o sexa, falando portugués.
O que define unha nacion non é o idioma, é a conciencia do seu pobo de selo e exixilo. O idioma é engadido.
Por iso, a discusion aberta neste foro é metafisica, pois non ten nada que ver co obxectivo do autor: falar da solucion política a expresion da opresion nacional no idioma. Non do idioma en si mesma.
O problema do galego só se solucionará cando o problema politico da existencia do estado español se solucione, e retome o que esta no seu nacemento, a relacion co portugués, baixo unha nova forma politica, a union libre dos pobos.
Mentras, discutiremos dos problemas filoloxicos de maneira metafisica, lonxe da realidade social e politica cos provoca

galeguzo #55 21/Agosto/2007 galeguzo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Senhor O_Castrexo, desde logo eu não provoquei, e polo que vejo muito che falta ainda para seres filólogo. Tu não diferencias galego de português, mais que nada porque não podes. Tu diferencias, é claro, entre o galego-ILG ('estándar') e o português lisboeta ('padrão'). Se eu fizer igual, posso romper o 'galego' em 3 ou 4 idiomas com códigos estáveis e tão heterogéneos entre si como quiser.

- O sistema de acentuación portugués non se adecúa ás necesidades do galego. As vogais abertas e pechadas non son homoxéneas en todo o territorio.

E na Galiza só há duas tradições literárias: uma, até a Idade Média, soberana, galego-portuguesa e com interrelaçõese europeias (mormente occitanas). A outra, com supeditação ao sistema castelhano-espanhol enquanto a portuguesa seguia soberanamente o seu caminho. Qual das duas está menos viciada? Qual das duas é, afinal, mais galega?

Sobre a acentuação e o timbre das vogais, direi-che que apesar de que palavras como "ciência" ou "cómodo" se escrevam assim no português padrão, muitos falantes também pronunciam (igual que na Galiza) "ciéncia" ou "cômodo". Aqui como ali não há unanimidade de pronúncias nalguns vocábulos, mas as koinés devem optar por uma só solução, mesmo que nem sempre estejamos de acordo.

Contudo, às vezes admite-se a vacilação. Assim, em Portugal temos "prémio" e no Brasil "prêmio", sendo que esta última se corresponde com a pronúncia maioritária na Galiza. Mas ao invés temos "grêmio" (pt_pt) e "grémio" (pt_br).

No entanto, há palavras onde às claras não temos vacilação e o sistema de acentuação nos é óptimo (mais que nada, porque o inventamos os galegos): francês ('e' fechado), óptimo ('o' aberto), revés (aberto), vês (fechado)...

O galeguismo histórico sempre foi reintegracionista. Castelao, afinal dos seus dias, escrevia Castelão. Joám Vicente Biqueira defendia o uso das fragias J/G e Ç, igual que já Joám Manuel Pintos (repasa 'A Gaita Gallega') ou o Padre Sarmento.

De inglês seguro que sabes muito, mas do que é galego andas justinho. E reitero-che o dito antes: quem quiser pode fazer das falas galegas 3 ou 4 idiomas tão diferentes do galego-ILG como próximas do pt_pt

Saudações.

O_Castrexo #56 21/Agosto/2007 O_Castrexo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Es insistente nos teus argumentos Galeguzo.

Menos mal que dis "reitero-che" e non "reitero-te". Entón por que escribes "vacilação" e non "vacilaçom"? O estándar da AGAL penso que non contempla o til de nasalidade nin os sufixos made in Lisboa. Tedes que poñervos de acordo primeiro os luso-reintegracionistas (lusistas v.s reintegracionistas) e logo darnos clase de filoloxía a nós, autonomistas, malia non termos a panacea dos estándares ortográficos, estamos todos de acordo en como escribir polo menos.

Con respecto ao da tradición literaria. Na Idade Media todos os escritores escribían igual? A influenza occitana era só unha inspiración en certas composicións líricas ou era tamén maioritaria en prosa?
A tradición portuguesa non seguíu soberanamente nada. O rei Afonso III de Portugal fixo, soberanamente, o que lle deu a gana co portugués decretando que debía ser escrito coa ortografía occitana!

Galeguzo. Non diferencio só entre "galego estándar" e "português padrão". Sei perfectamente o que é un diasistema lingüístico, sei perfectamente o que é un continuum lingüístico e sei perfectamente o que é unha lingua por elaboración ou lingua.
Remítoche ao artigo que escribín hai pouco na Galipedia con respecto a esta cuestión:

http://gl.wikipedia.org/wiki/D...

Sabes ti diferenciar entre norma e lingua? Por que Brasil pode ter un estándar autónomo, que parece que ti aceptas e asumes con normalidade, e nós non?

Nos temos que ter un estándar acorde coas nosas necesidades e respectuoso coa nosa tradición literaria. E ti, no canto de andar a mudar sufixos e grupos vocálicos, deberías entender con menos prexuízo o sistema lingüístico galego-portugués e aceptar o polimorfismo natural de calquer lingua.

Tal e como se fai en inglés (xa teño posto estes exemplos):

En canto á morfoloxía por exemplo:

neighbour (UK) e neighbor (USA)
colour (UK) e color (USA)
centre (UK) e center (USA)
theatre (UK) e theater (USA)

Acepta o polimorfismo natural da morfoloxía dunha lingua e deixa de mudar sufixos innecesariamente.

galeguzo #57 21/Agosto/2007 galeguzo
[Valora este comentario Positivo 0 Negativo]

Para começar, eu (já) não sigo o padrão agálico, como tampouco sigo acriticamente o português. Defendo para o galego um padrão de seu galego-português, e não um galego-castelhano. Uma koiné de um galego sem espanholismos, optando polas formas vivas do português quando as próprias já desapareceram, tal e como se fez com 'Deus' (*Dios), 'cujo' (*cuxo, inexistente na fala quotidiana), 'você' (*vostede, invento recente e nunca documentado que parte do vulgarismo espanhol *vusté), etc.

Das diferenças entre o en_en e o us_en sei um bocadinho. Uma cousa é aceitar o polimorfismo da morfologia inerente a uma língua, e uma outra aceitar espanholismos.

Exemplos de